Em evento online, pesquisador do IDOR tirou dúvidas de alunos do ensino médio com interesse em seguir a carreira científica
Na quarta-feira passada, dia 27 de maio, o IDOR participou pela segunda vez do Conexão Profissão, iniciativa do Ismart, Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos entre adolescentes de baixa renda. O Conexão Profissão é um programa no qual alunos do ensino médio têm contato direto com especialistas atuantes em áreas ascendentes e de rápido retorno profissional. O evento oferece aos adolescentes um vislumbre do cotidiano e do mercado em suas áreas de interesse.
Na edição de 2018, o Instituto D’Or de pesquisa e Ensino (IDOR) recebeu alguns alunos de escolas públicas do Rio de Janeiro para mostrar o dia a dia de seus pesquisadores. Contudo, devido à pandemia de Covid-19, este ano o programa realizou videoconferências online entre os alunos e profissionais, o que também possibilitou que adolescentes de outros estados pudessem tirar com nossos pesquisadores todas as dúvidas que envolvem a escolha da primeira carreira.
O pesquisador convidado como representante da área da Neurociência foi Theo Marins, pós-doutorando e neurocientista do IDOR. Ele apresentou para alunos do segundo ano científico um pouco de sua rotina profissional e os caminhos que o fizeram escolher a profissão a partir da graduação em biomedicina. O pesquisador compartilhou também que a neurociência é uma área que valoriza os múltiplos pontos de vista, e por isso muitos de seus colegas vêm de outros campos, como medicina, biologia, economia e engenharia, o que significa que é uma profissão de acesso não-linear, e manter uma perspectiva aberta é essencial quando se é muito jovem e está adentrando uma carreira pela primeira vez.
Lucas Conti, do Colégio Arquidiocesano, em São Paulo, tinha dúvidas sobre a liberdade de escolha dos temas de pesquisa de um neurocientista, assim como as práticas acadêmicas. Marins deixou claro que qualquer trabalho de pesquisa exige dedicação acadêmica, mas que o cotidiano de um pesquisador não é muito diferente de outras carreiras: ele terá reuniões, debates com colegas, supervisão de superiores, metas, etc; então, a motivação pessoal para escolher uma profissão deve ser levada em conta, junto com a viabilidade financeira e oferta de emprego no lugar onde se mora. Neste ponto, o pesquisador estimulou os alunos a buscarem os institutos de pesquisa de suas respectivas cidades, para que conhecessem os temas desenvolvidos e avaliassem, com o tempo, os seus maiores interesses.
João Pedro de Oliveira, de São José dos Campos, ficou satisfeito em descobrir que sua paixão por música poderia ser aproveitada na pesquisa: no IDOR, a neurocientista e musicista Julie Weingartner estuda os efeitos da música na memória, enquanto outros pesquisadores do instituto investigam benefícios do aroma do café para o cérebro, o sentimento de pertencimento entre torcedores de futebol, além de estudos voltados para a melhora da qualidade de vida de pacientes, como as pesquisas sobre alzheimer, Acidente Vascular Cerebral e doenças raras do cérebro. “O que todos os pesquisadores têm em comum é que eles são pessoas curiosas e com uma visão ‘fora da caixa’, eles estão abertos a explorar e buscar respostas para aquilo que ainda ninguém respondeu”, explicou Theo Marins.
O Ismart é um instituto privado e sem fins lucrativos que atua há 21 anos criando oportunidades de ascensão social através da educação. O instituto oferece bolsas de estudos para o ensino médio e apoia diversas carreiras na graduação. As inscrições para apoio do Ismart abrem periodicamente e é necessário que os alunos interessados em participar comprovem a renda familiar e realizem o processo seletivo da instituição. Conheça mais clicando aqui.
Escrito por Maria Eduarda Ledo de Abreu.