Após hiato ocasionado pela pandemia de covid-19, o Congresso Internacional da Oncologia D’Or retornou em oitava edição. Durante os dias 14 e 15 de abril, cerca de 3.000 médicos, estudantes de medicina, e outros profissionais da saúde se reuniram no espaço de convenções do Hotel Windsor Oceânico, na cidade do Rio de Janeiro, para discutir as novidades no diagnóstico e tratamento do câncer. Os Pesquisadores do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) participaram ativamente da programação, que foi desenvolvida em 7 salas simultâneas.

A importância do evento pode ser estimada pela participação do Dr. Jorge Moll Filho, fundador e Presidente do Conselho Administrativo da Rede D’Or, em sua abertura. Dr. Jorge comentou a importância da Oncologia na Rede e do IDOR neste processo. “O câncer envolve todas as áreas da medicina, e isso reforça a importância do IDOR”, comentou, ressaltando a conexão de expertises médicas promovida nas pesquisas do Instituto, além do treinamento e atualização de profissionais que é ofertado pelo ensino da instituição.

O Dr. Paulo Hoff, Presidente da Oncologia D’Or e do Congresso, acrescentou que o interesse do IDOR em evoluir a qualidade e alcance de suas pesquisas foi um diferencial para que ele assumisse, em 2017, a parceria com o Instituto, desenvolvendo de forma mais estruturada a pesquisa clínica na instituição. “Havia receptividade no IDOR para avançar na pesquisa clínica, além da pesquisa básica que já era realizada. É uma instituição de saúde que reconhece que o resultado da pesquisa tem que, no final das contas, beneficiar o paciente”.O IDOR marcou presença com seu estande na volta presencial do Congresso. O Instituto ofereceu aos participantes totens digitais para que checassem os cursos oferecidos pelo IDOR e as principais e mais recentes pesquisas do Instituto em suas 12 áreas de estudo. Os interessados puderam receber artigos científicos exclusivos em seus e-mails, assim como informações para especializações de seu interesse.

Após a abertura, o primeiro módulo da sala principal, intitulado “Pesquisa Clínica, Translacional e Banco de Tumores”, foi apresentado e mediado pela presidente e pesquisadora do IDOR, Dra. Fernanda Tovar-Moll. Na abertura do módulo, foram apresentados os pilares de atuação do IDOR, como a Faculdade IDOR de Ciências Médicas, o Open D’Or, agência de inovação do Instituto, e claro, suas áreas de pesquisa, em especial a Oncologia D’Or, que engloba estudos de imunoterapia, terapia celular, Car-T Cell, patologia molecular e usufrui da capilaridade oferecida pelos hospitais Rede D’Or para que seus estudos alcancem mais de uma dezena de estados brasileiros.

Outras apresentações do módulo contaram com os pesquisadores Dr. Rodrigo Nalio, expondo dados de suas pesquisas pioneira identificando o macrófago FOLR2+ como possível termômetro de carcinogênese em pacientes com câncer de mama, e o Dr. Stevens Rehen, falando da amplitude e possibilidades dos estudos que lidera com células tronco pluripotentes desenvolvidas em laboratório. Criadas a partir do material genético de pacientes, essas células têm potencial para diversas áreas de pesquisa, desde o desenvolvimento de peles artificiais para testes de cosméticos até estudos envolvendo viroses e ação de substâncias psicodélicas no cérebro, potencial que também já vem sendo investigado para a oncologia.

O Dr. Eduardo Rego, líder da área de hematologia do IDOR, também compartilhou um panorama dos estudos em sua área, considerando fatores de gestão, como a importância da plataforma de pesquisa clínica e facilitação de protocolos complexos, assim como as vantagens de poder realizar estudos a partir do grande número de hospitais da Rede.

O Dr. Bruno Solano trouxe dados de sua pesquisa em andamento em parceria com a Universidade de Berkeley, na Califórnia, onde está estudando um sistema inovador de edição de genoma humano, o CRSPR, no tratamento da anemia falciforme.

Representando a Patologia, o Dr. Fernando Soares falou sobre a infraestrutura tecnológica do novo laboratório de patologia molecular do IDOR. A gerente nacional de laboratórios do IDOR, Cassiana Leite, concluiu a apresentação compartilhando o projeto ambicioso do Biobanco D’Or, uma infraestrutura nacional que está sendo montada para coleta de amostras biológicas de pacientes e será de grande valor translacional para as pesquisas, sendo gerido por um software especializado de catalogação das amostras. No momento, o projeto já conta com alguns Núcleos de Processamento de Análises Biológicas (NUPABios), mas a palestrante afirma que o Biobanco ainda é um projeto em andamento.

Em outro módulo do Congresso, Dra. Rosana Rodrigues, Dr. Fernando Bozza e Dr. Alysson Roncally discutiram as aplicações de IA e Big Data em pesquisas em desenvolvimento no IDOR.

Participaram do encerramento do encontro o Dr. Leandro Tavares, vice-presidente da Rede D’Or, e o Sr. Paulo Moll, CEO da Rede D’Or. Veja abaixo a galeria de fotos do evento!